Medida deverá reduzir o tempo entre o término de um recurso e sua entrega ao usuário; pressão sobre programadores também diminuirá.

A Google anunciou na quinta-feira (22/7) que vai acelerar o ritmo de liberação de atualizações do Chrome, lançando uma versão a cada seis semanas, aproximadamente.

De acordo com Anthony Laforge, gerente de programas para o Chrome, o novo cronograma entregará uma nova versão “estável” do navegador nas mãos dos usuários a uma velocidade quase duas vezes maior que no passado. O ritmo começará a ser adotado dentro dos próximos meses.

A Google chama a versão de produção do Chrome de montagem “estável” (stable build, em inglês), mas também oferece duas outras versões – “beta” e “dev” – que recebem atualizações mais frequentes.

Laforge disse que a Google tinha vários objetivos em mente quando optou pela mudança. Ela queria que os novos recursos chegassem mais rapidamente aos usuários, e que as atualizações fossem liberadas segundo um calendário mais previsível – o que tiraria um pouco da pressão sobre os desenvolvedores, que costumavam correr para finalizar os recursos a tempo.

Aumentar a frequência das versões do Chrome significa que os programadores não terão que apressar o término de um recurso novo para encaixá-lo no ciclo trimestral de atualizações, atrasar a liberação de uma versão ou entregá-la com um recurso incluído, porém desligado, afirmou Laforge.

“Com esse novo calendário, se um dado recurso não estiver pronto, ele simplesmente será transferido para a liberação seguinte”, afirmou, em um texto publicado no blog do projeto Chromium. “Como esse ritmo de liberação será rápido e regular (a cada seis semanas), haverá menos estresse.”

Outros desenvolvedores de browsers, em especial a Mozilla – que publica atualizações de segurança para seu Firefox a cada período de quatro a seis semanas – têm adotado soluções parecidas para os mesmos problemas. No caso da Mozilla, a abordagem foi liberar atualizações menos ambiciosas, que permitiriam uma entrega mais rápida.

Em janeiro, por exemplo, a Mozilla liberou o Firefox 3.6, uma atualização relativamente menor que, em tese, seria seguida por outra, chamada Firefox 3.7. No entanto, a empresa acabou descartando o Firefox 3.7, preferindo liberar novos recursos por meio de atualizações de rotina.
O primeiro exemplo disso foi o Firefox 3.6.4. A atualização foi entregue em junho com um novo recurso de proteção contra travamentos, projetado para manter o navegador vivo no caso de plug-ins populares deixarem de funcionar.

A Microsoft e a Apple, responsáveis respectivamente pelos navegadores Internet Explorer e Safari, liberam atualizações não relacionadas a segurança com muito menos frequência que Google e Mozilla. A Microsoft entregou seu último navegador, IE8, em março de 2009, e não disse quando entregará o IE9, ainda em construção.

A Apple, por sua vez, atualiza o Safari em um ciclo de dois anos; apenas uma das cinco versões liberadas até agora estreou em menos de 24 meses que sua antecessora.

A última vez que a Google atualizou a montagem “estável” do Chrome com qualquer outra adição que não correções de segurança foi em maio.

http://idgnow.uol.com.br/internet/2010/07/23/google-acelera-cronograma-de-liberacao-de-novas-versoes-do-chrome/