Entre as organizações que já usam os sistemas de redes de relacionamento e colaboração e os que devem fazê-lo este ano, o número chega a 33%.

Aproximadamente um quarto das companhias ouvidas pela ChangeWave Research agora estão usando a Web 2.0 de alguma maneira. Os software de relacionamento social também são alvo de 8% das empresas que ainda não tem prática na área e dizem que deverão começar as adoções ainda este ano.

O estudo é a primeira apunhalada nas empresas contrárias à Web 2.0 no mundo corporativo, diz Joshua Levine, editor da ChangeWave Investing, empresa de serviços de aconselhamento.

“Eu acredito que a Web 2.0 tem se aquecido muito nos últimos anos, como mostram as pesquisas, pelo menos nas empresas. Este ano esperamos que haja mais ainda, uma explosão”, acredita Levine.

De modo geral, 39% dos respondentes dizem que suas empresas são muito ou um pouco receosas de usar software sociais. Além disso, entre os respondentes, dos que já estão usando algum sistema, 35% dizem que os gastos com isso vão crescer nos próximos 90 dias e apenas 2% avalia que cairão.

Mais: 26% das empresas que normalmente usam software sociais dizem que planejam investir mais fortemente em wikis, seguido de blogs (15%), redes sociais (13%), mashups (5%), RSS feeds (5%) e ferramentas colaborativas (3%).

Entretanto, as tendências eram de alguma forma diferente entre usuários futuros de Web 2.0. Eles dizem que suas empresas pretendem gastar a maior parte dos recursos em redes sociais e blogs, o que significa colocação de 22% e 21%, respectivamente.

Enquanto 79%dos usuários de software de Web 2.0 dizem que tem sido comum melhorar ferramentas de comunicação e colaboração, somente 48% dos futuros usuários dizem o mesmo. Esses usuários estavam mais focados em objetivos externos, como em melhores serviços aos clientes, melhoria do valor da marca e aumento de vendas.

Segundo Levine, as empresas planejam repetir a pesquisa, possivelmente já na metade deste ano. A ChangeWave também diz que os fabricantes estão se beneficiando da tendência da Web 2.0. Entretanto, desenvolvedores de software interno e de código-aberto mostraram resistência.

Cerca de 31% dos respondentes de companhias que usam ou vão começar a usar wikis neste ano estão fazendo isso com tecnologias de código-aberto e 28% deles usando mashups desenvolvidos internamente, de acordo com o estudo. Para chegar às conclusões, a empresa ouviu 2,08 mil pessoas em setembro.

http://computerworld.uol.com.br/gestao/2008/01/08/idgnoticia.2008-01-08.6948880431/